O levantamento reúne ações penais, recursos e outras ações julgadas nos seis primeiros meses de 2026. A ferramenta do CNJ permite consultar a movimentação processual e comparar diferentes recortes da atuação judicial contra organizações criminosas.

Recursos representam a maior parcela dos julgamentos

O Poder Judiciário registrou 13.786 julgamentos relacionados a organizações criminosas no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo CNJ. Desse total, 11.536 correspondem a recursos, 1.743 a ações penais e 507 a outras ações. O número agregado reúne essas diferentes classes de movimentação judicial, não apenas o julgamento de ações penais.

A entrada de demandas também aparece no levantamento. No mesmo semestre, a Justiça recebeu 1.533 ações penais, 10.433 recursos e 4.232 outras ações. A separação entre casos recebidos e julgamentos permite observar os dois movimentos apresentados no painel, sem tratar o volume de recursos como se fosse uma contagem de pessoas condenadas.

Consultas permitem examinar processos e resultados

O painel reúne informações sobre organizações criminosas, milícias e outras associações. A pesquisa pode ser delimitada por período, ramo da Justiça, tribunal, grau e localização, entre outros recortes. Essa organização permite observar diferenças entre órgãos julgadores e regiões a partir de informações que antes estavam dispersas em diversas unidades do sistema judicial.

Entre as possibilidades descritas pelo CNJ estão localizar processos com grande número de envolvidos e acompanhar ocorrências de prescrição. A ferramenta também permite consultar absolvições e condenações e comparar esses resultados com os de outras categorias de crimes. São perspectivas distintas de análise, voltadas tanto ao volume de trabalho quanto aos desfechos registrados.

Dados quantitativos são complementados por diagnóstico

A iniciativa não utiliza apenas totais de processos. O CNJ informa que reúne também elementos qualitativos obtidos com tribunais, profissionais que atuam na área e pesquisadores. A combinação busca identificar dificuldades compartilhadas e particularidades locais, oferecendo subsídios para a elaboração de políticas judiciárias e para a circulação de práticas entre as instituições.

A consolidação nacional permite comparar realidades que, vistas isoladamente por cada tribunal, oferecem uma visão parcial do problema. Segundo a apresentação institucional, essas comparações podem apoiar reuniões e planos de trabalho ajustados aos diferentes contextos regionais. O objetivo anunciado é orientar a organização da resposta judicial com base nas informações reunidas.

Fonte e contexto da publicação

Matéria elaborada a partir de publicação do CNJ de 03/09/2026. A data de inclusão no portal é informada separadamente. Consultar a fonte oficial ↗.

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