O mapeamento encontrou iniciativas em todas as regiões e registrou expansão em relação aos levantamentos anteriores. Os dados descrevem o funcionamento dos grupos, as formas de encaminhamento dos participantes e a participação das instituições responsáveis.

Levantamento registra expansão das iniciativas

O CNJ identificou 704 grupos reflexivos e de responsabilização para homens autores de violência doméstica e familiar contra mulheres. O total representa crescimento de 41,4% em comparação com os 498 grupos registrados em 2023. O levantamento de 2020 havia encontrado 312 iniciativas, número inferior à metade do conjunto identificado na edição mais recente.

A pesquisa foi realizada entre março e abril de 2026. Pontos focais designados nas unidades da Federação receberam formação antes da coleta, buscando padronizar as informações. O trabalho localizou iniciativas em todos os estados e no distrito federal, com a finalidade de apoiar o conhecimento sobre seu funcionamento e a formulação de políticas públicas.

Encaminhamentos judiciais predominam

Entre os grupos pesquisados, 598, equivalentes a 85%, informaram receber participantes em cumprimento de medidas protetivas de urgência. O levantamento também registra encaminhamentos ligados ao cumprimento de pena, em 39% das iniciativas, e a medidas cautelares ou condições de suspensão da pena, em 20%. Os percentuais se referem às respostas dos grupos sobre os encaminhamentos recebidos.

A participação voluntária, sem determinação judicial, foi informada por 7,5% dos grupos. A estimativa apresentada pelo estudo é de que mais de 334 mil homens tenham passado por essas iniciativas desde os primeiros registros. O dado é uma estimativa de participação acumulada, não uma medição de quantos deixaram de praticar violência após os encontros.

Atuação envolve Justiça e rede de assistência

O Poder Judiciário coordena diretamente 341 grupos e participa de 538 iniciativas, segundo o CNJ. A articulação também envolve conselhos das comunidades, órgãos municipais, serviços especializados de assistência social, Ministério Público e instituições de ensino superior. Essa composição mostra que a organização dos grupos alcança tanto o sistema de justiça quanto serviços presentes nos municípios.

Os temas tratados incluem formas de violência, masculinidades e relações de gênero, afetivas e familiares. A edição de 2026 também reuniu informações sobre acolhimento, frequência, espera para ingresso e acompanhamento posterior. A divulgação quantitativa é a primeira etapa do trabalho: uma análise qualitativa das respostas foi prevista para novembro, para aprofundar a descrição do funcionamento das iniciativas.

Fonte e contexto da publicação

Matéria elaborada a partir de publicação do CNJ de 03/09/2026. A data de inclusão no portal é informada separadamente. Consultar a fonte oficial ↗.

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