Lançado em julho, o Conecta Promuse conecta a Polícia Militar ao Judiciário de Mato Grosso do Sul para enviar relatórios de acompanhamento de medidas protetivas. O aplicativo registra as visitas em dispositivo móvel e permite trabalhar sem conexão, com sincronização posterior dos dados.

Relatórios das visitas no processo

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul apresentou o aplicativo em 13 de julho. A ferramenta foi desenvolvida para acompanhar medidas protetivas concedidas a mulheres em situação de violência doméstica e integrar as informações produzidas durante as visitas de fiscalização.

Com a conexão disponível, o registro realizado pelo policial no dispositivo móvel é encaminhado diretamente ao processo judicial. A intenção é dar aos magistrados acesso mais rápido a informações atualizadas sobre a situação de risco, para subsidiar a avaliação das providências necessárias em cada acompanhamento.

Cooperação e desenvolvimento

O lançamento foi acompanhado da assinatura de um termo de cooperação entre o tribunal, o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, e a Polícia Militar. A parceria formalizou a articulação entre os órgãos envolvidos no acompanhamento das medidas.

A área de tecnologia da informação do tribunal desenvolveu o sistema em conjunto com a Polícia Militar e a secretaria estadual. As equipes trabalharam na definição dos fluxos de trabalho e na integração dos sistemas que cada instituição já utilizava.

Registro sem internet e implantação gradual

Quando a visita acontece em um local sem acesso à internet, as informações permanecem armazenadas no dispositivo do policial. O aplicativo sincroniza esses registros automaticamente assim que a conexão é restabelecida, permitindo dar continuidade ao preenchimento fora de áreas conectadas.

O projeto-piloto começou em Campo Grande em maio. No mês seguinte, chegou a outras regiões da capital e a Amambai. No anúncio de julho, a expansão para todos os municípios do estado ainda estava prevista como um processo gradual.

Mudança no encaminhamento das informações

A incorporação dos relatórios aos processos substitui o encaminhamento manual usado anteriormente. Segundo a Polícia Militar, os documentos das fiscalizações podiam levar dias até chegar ao Judiciário; com a ferramenta, o envio passa a ser feito pela integração digital.

Na apresentação institucional, o tribunal destacou o uso das informações de campo para acompanhar a realidade de risco vivenciada pelas mulheres. A comunicação entre órgãos judiciais e de segurança foi defendida como forma de fortalecer a rede de proteção e acelerar sua capacidade de resposta.

Fonte e contexto da publicação

Matéria elaborada a partir de publicação do CNJ de 20/07/2026. A data de inclusão no portal é informada separadamente. Consultar a fonte oficial ↗.

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